Que possamos ser.

pic by Rodrigo Della Favera e Ana Quesado


A vida, em sua pluralidade, é infinitamente rica.

A vida humana, tem seus tons, cores, cheiros e sentidos e somos, mais que pensamos, seres que não só pensam — mas sentem, vibram e acima de tudo, são.

E cansa não é?

Tentar se moldar, encaixotar-se pra caber em algo que não te acolhe, não te deixa… apenas ser.

Dói. Pesa. E é assim que me sinto, tantas vezes, nesse corpo. Físico. Material e denso.

Que por si só funciona em um equilíbrio perfeito que até tento entender… mesmo sabendo que nunca, absolutamente nunca entenderei os mistérios desse espaço-corpo que habito aqui e agora.

Somos seres tão complexos. E seguimos tentando parecer que somos simples.

E o simplório há de nos matar, ou pelo menos seguirá nos anestesiando até que despertemos para o não-óbvio: a vida. Com seus infinitos tons, cheiros, sensações e sentimentos.

Porque cansa tentar ser o que não se é. E cansa ter que provar-se e não viver. E cansa buscar se libertar de algo que deveria ser a própria libertação.

Um corpo. Um jeito. Um ser-no-mundo.


E criamos padrões e formatos que não nos cabem. E na tentativa falha de nos moldarmos perfeitamente, acreditamos que o problema é nosso, quando nunca fomos ao mesmo tempo que sim, sempre seremos o problema.

Não existem “eles”. Somos humanos. E esse é o peso da nossa responsabilidade. Aceitar que somos, todos, uma só espécie e que cabe a mim, e a você, encontrarmos um jeito de fazermos as pazes com o que é mais belo nisso tudo:

Quem, de fato e em essência, somos.

foto do post por Rodrigo Della Favera e Ana Quesado

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