Sobre escrever

Sentada na minha cama, são 22:51 do 07 de julho de 2021. Pandemia. Reativei o blog. Voltei a escrever aqui como forma de expressar simplesmente o que sinto, sem cobrança, julgamentos ou scripts para ter “engajamento”.

Me sinto, inclusive, cansada. Cansada de roteiros, textos formatados, e formatos de criar arte que agora chamam de “conteúdo”. Arte não é conteúdo. Arte é arte. Conteúdo é conteúdo. Pra mim, são coisas bem diferentes.

Não quero ser uma produtora de conteúdo. Sou e quero continuar sendo uma artista. Sem desmerecer aqueles e aquelas, ou aquelus, que se dizem ser produtores de conteúdo.

Mas esse título não me cabe, mesmo que sim eu produza conteúdo.

Mas o que sinto, é que conteúdo tem formato. Tem script. Tem formas pré-moldadas que nos levam a criar de tal e tal forma. E não é isso que quero. Não é isso. Não é isso.

Arte vai além de conteúdo. Arte é a vida. Arte é expressão pura.

Minha arte não é conteúdo. Minha arte é apenas a minha arte. E eu, sigo sendo a artista que a cria. Todo dia. Seja um texto, seja um poema, seja uma pintura, um desenho ou rabisco. Arte, em essência, não deveria ser
formatada, encaixotada, ou criada com fins. Deveria ser apenas criada, e nós, deveríamos apenas valorizá-la.

Que nós aprendamos a viver e a criar e que possamos compartilhar o que criamos, esquecendo das tantas regras que existem e que nos tolhem a criatividade. Que possamos nos conectar com outros seres humanos através da nossa arte. E que, acima de tudo, queimemos os scripts e possamos materializar, de forma vísceral, quem somos no mundo através daquilo o que tentamos classificar – arte.

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